domingo, 23 de novembro de 2014

Capítulo 15: Indígenas no Brasil / Capítulo 16: América portuguesa

Olá pessoal,


Matéria da prova
Capítulo 15: “Os indígenas no Brasil” (páginas: 246-267)
Capítulo 16: “A América portuguesa” (páginas: 268-283)

Continuação – Capítulo 16

          Nesse capítulo vimos como foi o início da ocupação portuguesa na América. Os portugueses chegaram no Brasil em 1500 na expedição de Pedro Álvares Cabral, destinada, na verdade, para as Índias. É comum chamar o período que vai de 1500 a 1530 de pré-colonial. Por que? Ao contrário dos espanhóis, os portugueses não acharam metais na América e o comércio com o Oriente, nesse momento, era mais lucrativo para os portugueses.
Entre 1500-1530 os portugueses não ocuparam o território, apenas construíram algumas feitorias para a principal atividade econômica daquele momento: a extração do pau-brasil (a tinta extraída da madeira era utilizada para dar coloração em tecidos) através do escambo (pág.: 272) com os indígenas. A própria atividade extrativa não colaborava para a permanência dos portugueses, é por isso que esse período é chamado de pré-colonizador. NÃO houve escravização indígena nesse momento. Isso acontecerá somente após o início da colonização, depois de 1534. Porém, é difícil ter certeza se houve ou não nesse período uso da mão de obra escrava africana.
Por outro lado, quais as fontes que temos para estudar os índios? Os estudos sobre as sociedades indígenas no período colonial são realizados a partir de diferentes fontes. Por exemplo, é muito comum utilizar os vestígios materiais deixados por esses povos para conhecer suas histórias, costumes e sua organização. São diversos objetos, como vasos, armas, pontas de lanças, etc. Esses vestígios são estudados pela Arqueologia. (Leiam o capítulo todo, mas deem atenção especial para as páginas 255 e 256). Além dos vestígios materiais temos também o estudo das diversas línguas indígenas que ainda existem, os relatos escritos pelos europeus da época colonial e do Império (séculos XVI, XVII, XVIII e XIX) e, recentemente, as histórias contadas pelos próprios índios através dos relatos orais.

Porém, a partir de 1530, os portugueses passaram a sentir necessidade de ocupar a América. Por dois motivos: 
1) o comércio com o Oriente era cada vez menos lucrativos, seja pela concorrência com a Espanha e a França que também fizeram a sua expansão comercial e marítima ou pelo fato de Portugal não conseguir manter várias possessões no Oriente. 
2) a ameaça estrangeira no Brasil. A visita dos franceses, em busca do pau-brasil, no litoral brasileiro tornava-se cada vez mais frequente porque a França nunca respeitou o tratado de Tordesilhas, pois os franceses argumentavam que essas terras não eram domínio português porque não havia uma ocupação. De fato não havia. Por isso, o rei de Portugal percebeu que suas terras na América estavam ameaçadas.

Para mudar essa realidade foi enviada para o Brasil a expedição de Martim Afonso de Souza, responsável por organizar a ocupação do território e afastar a presença de estrangeiros. Entretanto, não levou muito tempo para os portugueses perceberem que devido à dimensão do território, a expedição não seria suficiente. Por isso, com o objetivo de garantir a posse do território pela ocupação, foram criadas em 1534, as capitanias hereditárias. Quem recebeu essas terras foi chamado de donatário. O donatário tinha autorização para criar vilas, nomear funcionários, construir engenhos e também, doar terras para os colonos. Essas terras eram chamadas de sesmarias

Foram criadas 15 capitanias, mas apenas 2 tiveram algum sucesso: São Vicente e Pernambuco. Ambas deram início à produção de açúcar, mas apenas Pernambuco teve sucesso duradouro. Os custos e a distância de S. Vicente em relação à Europa eram muito maiores em comparação com Pernambuco. Quanto mais longe do Nordeste, mais difícil era a comunicação com Portugal. No geral, houve um desinteresse muito grande por parte dos donatários em ocupar as terras brasileiras. Além disso, muitos não tinham recursos para ocupar capitanias tão grandes. (Vejam o mapa da página 274 e lembrem das imagens que mostrei em aula com as capitanias).
Como a divisão do território em capitanias não deu muitos resultados positivos, o rei português resolveu criar o governo-geral em 1548. O primeiro governador-geral foi Tomé de Sousa e era função dele organizar e fiscalizar da produção, realizar expedições em busca de metais preciosos, vigiar o litoral para evitar estrangeiros e catequizar os índios. Junto com o governador-geral chegaram também os jesuítas para realizar o trabalho de catequização dos indígenas.
          Foram criadas também as câmaras municipais (Lembra do cabildo? É a mesma coisa, só que agora na América portuguesa). Além de representar o interesse dos colonos a câmara tinha a função também de cobrar impostos, realizar obras, cuidar do abastecimento das cidades, dentre outros assuntos. Aqueles que ocupavam a câmara ficaram conhecidos como "homens bons".
         No entanto, o que garantiu a ocupação do território foi a plantação de cana de açúcar. O produto era muito cobiçado na Europa e contava com altos preços no mercado europeu. Portanto, por meio da plantação da cana de açúcar, Portugal além de garantir a ocupação, também conseguiu alguns recursos, principalmente no Nordeste, do Brasil. (Curiosidade: o Rio de Janeiro também foi um produtor de açúcar.)
      Falta dizer quem trabalhava nos engenhos. No início da colonização, os portugueses tentaram escravizar os índios. Porém, além de existirem leis que impediam a escravização indígena, os jesuítas eram fortes opositores do uso de índios escravos nos engenhos e, além disso, criaram diversos aldeamentos. Nesses lugares a escravidão indígena não era permitida e era nos aldeamentos também que os índios eram inseridos na cultura europeia e era tentada a sua conversão. Logo, os aldeamentos funcionavam como um lugar que transformava a cultura indígena, mas devemos lembrar também que era um espaço de fortes trocas culturais entre indígenas e europeus.  
Apesar das proibições não podemos afirmar que os índios não sofreram com a colonização portuguesa. Lembrem-se que os portugueses trouxeram doenças desconhecidas para os organismos dos indígenas e vitimou vários deles e à medida que os portugueses avançavam pelo território, os índios se retiravam para o interior. Não foram poucos os índios mortos por maus tratos e por armas de fogo. 
Para resolver essa questão, os portugueses passaram a dar preferência à escravizar os africanos porque não havia qualquer proibição pela Coroa portuguesa e também porque era uma fonte de lucro considerável para os comerciantes de escravos. (Aliás, os jesuítas não viam nenhum problema no uso de escravos africanos nos engenhos.)

Cronologia do início da colonização portuguesa:
1500: chegada dos portugueses no Brasil
1500-1530: período pré-colonizador
1530: expedição de Martim Afonso de Souza
1534: criação das capitanias hereditárias
1548: criação do governo-geral

É isso!

domingo, 16 de novembro de 2014

América portuguesa (CADERNO)

Esse post é para o caderno! Não é obrigado.

1500: expedição de Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil.
Objetivo principal: retornar às Índias

1502-1530: não houve colonização nesse período
O principal interesse dos portugueses era o pau-brasil obtido por escambo com os índios.

Inúmeras tribos indígenas existiam no território, como os kaiowás, temiminós, tapuias, dentre outros. Não se sabe exatamente quantos índios viviam na região quando os portugueses chegaram. Atualmente, são utilizados diferentes métodos de estudos para conhecer esses povos, como:
Arqueologia: estuda restos materiais deixados por esses povos.
Línguas existentes: estima-se que atualmente existam no Brasil 180 línguas diferentes
Relatos históricos: escritos deixados pelos europeus que passaram pela região dos séculos de colonização portuguesa.
Relatos orais: histórias contatas pelos próprios índios que foram transmitidas de geração a geração

E qual foi a consequência de anos de colonização?
Diversas tribos indígenas não existem mais e poucos são os índios no território nacional. Porém, atualmente existem órgãos públicos de proteção ao índio, como a FUNAI. Se as doenças trazidas pelos europeus e a violência da colonização mataram muitos índios naquela época, hoje o que os ameaçam são as explorações ilegais de madeiras, o avanço da agricultura e pecuária, o crescimento das cidades e o mau uso do meio ambiente.

Voltando ao século XVI

1530: criação das capitanias hereditárias.
Todo o território foi dividido em capitanias.
Objetivo
Ocupar: para garantir a posse do território
explorar: buscar riquezas, principalmente ouro e prata
defender: afastar os "piratas" 

Aqueles que recebiam as capitanias eram os donatários e tinham como função:
- construir engenhos
- fundar vilas
- doar terras (as sesmarias)

Apenas as capitanias de Pernambuco e São Vicente deram certo.
- A dificuldade de acesso e comunicação com Portugal eram muito grandes
- Várias capitanias registraram fortes conflitos com os indígenas
- PE e São Vicente tiveram sucesso na plantação de açúcar

1548: criação do governo-geral em substituição das capitanias gerais.
Objetivo: centralizar a administração
Funções
- organizar expedições para o interior em busca de metais preciosos
- estimular a catequese = conversão dos índios
- controlar o litoral = afastar os franceses

Companhia de Jesus chega ao mesmo tempo que o governador-geral.
Objetivo: converter os índios, construir Igrejas e responsáveis pelo ensino na colônia
Foram eles também que criaram os aldeamentos. Nesses locais, os índios eram, aos poucos, convertidos para o catolicismo.

Economia no início da colonização
- ampliação do cultivo de cana-de-açúcar nos engenhos
- cultivo de subsistência = para o próprio consumo
- criação de gado

Escravidão indígena e africana
No início da colonização houve escravização, principalmente, dos índios. Porém, problemas apareceram. As doenças trazidas pelos europeus mataram muitos indígenas, os jesuítas eram contrários ao trabalho escravo para o índio e Portugal também passou a proibir a escravização do índio. Não podemos esquecer da própria resistência dos índios. A escravização dos índios tornou-se menor, mas não quer que deixou de existir. Para resolver o problema de mão-de-obra os portugueses incentivaram o uso do trabalho escravo dos africanos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Capítulo 14

Olá olá olá,
no post de hoje vou resumir as duas aulas dando destaque para o que vocês precisarão saber para prova. Não deixem de ler o livro, nem o caderno. Não esperem eu mandar fazer os exercícios, façam-os. É nessa hora que vocês percebem se aprenderam mesmo ou não. 
Os exercícios pedidos colocarei depois.

Matéria da prova
Capítulo 11: África do Norte e Ocidental (pp. 193-198. Destaque para a p. 197)
Capítulo 13: Povos da América (pp. 216-233)
Capítulo 14: A colonização da América pelos espanhóis (pp. 234-245)

Comecei as duas aulas chamando a atenção de vocês sobre a visão europeizada não apenas da nossa história, mas também das outras regiões que os europeus desconheciam a sua existência ou pouco conheciam. Isso quer dizer que começamos a estudar a América apenas a partir do contato com o europeu. É fundamental que vocês entendam que existiam sociedades que possuíam uma História e tradições e costumes muito antes da chegada dos europeus. É por isso que sempre escrevi a palavra "descobrimento" entre aspas. O termo descoberta é a visão do europeu sobre a América.

Na aula sobre o capítulo 13, vimos as civilizações maias, astecas e incas. Porém, dei destaque para os Incas. Estudem com carinho sobre eles! Páginas 226, 227, 228 e 229. Leiam!
Naquela aula mostrei no mapa presente no livro onde estava localizada a civilização Inca, destaquei para vocês a hierarquia da sociedade inca, divida entre a nobreza real (família real), a nobreza subordinada à família real, chefes locais, camponeses e trabalhadores urbanos e, por fim, os escravos. Na última aula, comentei o que era a mita.


O capítulo 14 apresenta como foi montada a colonização espanhola e os meios elaborados pela Espanha para melhorar a administração colonial. 
Discuti em aula alguns aspectos do contato entre europeus e indígenas quando mencionei o choque cultural e biológico entre eles. Ambos pertenciam a realidades muito diferentes e desconheciam a existência um do outro. Além disso, os europeus trouxeram várias doenças desconhecidas dos indígenas, fato que colaborou para a morte de inúmeros índios. Lembrem-se que as viagens ultramarinas eram muito longas e as condições de higiene eram precárias.
É muito comum destacar o caráter violento da dominação espanhola ou portuguesa sobre os indígenas. De fato, a colonização foi marcada também pela violência e intolerância europeia. No entanto, chamei a atenção que os europeus não dominar apenas através do uso da força porque havia a dependência com relação aos indígenas. Portugueses e espanhóis estavam em terras desconhecidas, portanto, para andar em terra eles dependiam dos indígenas. Isso não era diferente para a obtenção dos produtos desejados pelos europeus.
Essa dependência para a obtenção dos produtos e o desconhecimento do território explicam porque o contato com o indígena não poderia ocorrer apenas através da violência. 

Pacto Colonial (pp. 241-242 - Leiam, por favor)
A partir do momento que os europeus começaram a se instalar na América teve início a colonização dessas terras. Para tornar esse processo mais organizado, ou seja, para obter de maneira mais eficientes os produtos mais desejados elaborou-se o pacto colonial.
Definição: "pacto" estabelecido entre metrópole (Portugal ou Espanha) e as colônias (Brasil e demais regiões - América portuguesa e América espanhola). No "pacto" ficava estabelecido que as colônias poderiam comercializar apenas com a sua metrópole e não poderia haver concorrência com os produtos metropolitanos. Estabelecia-se assim uma espécie de monopólio comercial da metrópole em relação às colônias. Além disso, seria função das metrópoles abastecer as colônias com as manufaturas.

O pacto foi o meio que as metrópoles encontraram para tornar mais eficiente a exploração comercial e proteger a sua produção. Portanto, trata-se também de uma medida protecionista, pois evitava a concorrência. Porém, haviam limites nesse pacto. Muitas vezes as colônias eram responsáveis pela produção de seu próprio sustento, não era rara a presença de outros europeus no litoral brasileiro comercializando com os aqui estabelecidos locais e exemplifiquei isso também pelo contrabando da prata extraída do Peru, vários carregamentos de prata nunca chegaram na Espanha e por trocas comerciais feitas entre colônias e sem a participação da metrópole.


Administração colonial
Para melhorar a administração colonial a Espanha dividiu os territórios conquistados em vice-reinos, governadas pelo vice-rei, maior autoridade na América espanhola. O vice-rei sempre foi espanhol e pertencia à alta nobreza espanhola.
Além da criação dos vice-reinados, a Espanha criou também o Conselho das Índias e a Casa de Contratação para melhor administrar as colônias.
O cabildo (câmaras municipais) era o único estabelecimento político que permitia a participação de colonos, mas não de todos os colonos, apenas a elite local.



Revisitem
Capítulo 11 - página 197 - A cristianização do reino do Congo
Estará na prova.

Quando vimos a Expansão Comercial e Marítima destaquei que os portugueses precisaram, antes, contornar a África, o que resultou no contato com diferentes etnias africanas em busca de ouro, escravos e especiarias. Na África, de modo geral, os portugueses dependiam da ajuda das diferentes etnias africanas para obter os produtos desejados. Geralmente, as especiarias, o ouro e outros produtos estavam no interior do continente e eram trazidos nas caravanas comerciais pelos próprios africanos. Raras vezes os europeus foram para o interior do continente.

O contato estabelecido entre portugueses e congoleses teve uma consequência interessante: a conversão do chefe da etnia, o manicongo, ao catolicismo. Naquela aula destaquei que não se tratava de uma imposição europeia. Na verdade, o chefe local viu nos portugueses um poderosos aliado para combater as outras etnias que pretendiam tomar o poder dele. 


É isso!
Bons estudos!

Capítulo 13: Os povos da América espanhola

Olá pessoal,
este post, como o título já diz, é sobre "Os povos da América": Maias, Atecas e Incas. Logo, os povos que viviam na América antes da chegada dos europeus.

Capítulo 13: "Os povos da América" (pp.216-233)

Contatos com europeus - História europeizada
Assim como nos outros continentes (Europa, Ásia e África) devemos pensar os povos aqui residentes como sociedades que possuíam uma história e uma cultura.
Chamei atenção de vocês sobre como a nossa História é organizada e contada a partir do contato com o europeu e como ela é escrita de maneira europeizada, ou seja, a partir do olhar e da cultura europeia. Tentei demonstrar que isso não acontece apenas na América, mas também na África e na Ásia. Devemos sempre estar atentos para o fato de que africanos, asiáticos e americanos montaram sociedades que possuíam suas próprias crenças, tradições e costumes muito antes da chegada dos europeus.

Maias
Localização: América Central e Sul do México

     As cidades maias eram politicamente independentes entre si, o que quer dizer que nenhuma dominava as demais. Porém, por serem muito semelhantes e dividirem a mesma língua e religião, formavam a civilização maia. 
    É interessante destacar também os conhecimentos astronômicos desses povos. A partir da observação do céu, os maias tinham conhecimento sobre a duração do ano e suas estações. Isso era importante porque estamos falando de sociedades agrárias onde a produção do campo era essencial para a sobrevivência dessas civilizações. Por isso, era uma questão de vida saber quando plantar e colher.
    Apesar de seu funcionamento próprio, aos poucos as cidades maias foram abandonadas. No entanto, a cultura maia não desapareceu, ela foi absorvida pelos astecas que posteriormente ocuparam aquela região.


Astecas
Localização: vale do México (Ver página 222 - Mapa da América Central)

O Império Asteca foi formado através da dominação militar ou por alianças entre cidades e, assim como qualquer outra sociedade, havia uma organização social; uma hierarquia. No topo, estava a família real, que ocupava os principais postos na administração do império e do sacerdócio. Logo abaixo, mas não menos importante, estava a nobreza, também responsáveis pela administração, sacerdócio e defesa das cidades astecas. Depois vinham os camponeses e trabalhadores urbanos, como comerciantes e artesãos. Por fim, os escravos, muitos deles eram guerreiros derrotados em batalhas. 

Resumo
Família Real - principais cargos da administração e sacerdócio
Nobres - ocupavam cargos da administração, sacerdócio e defesa.
Camponeses e trabalhadores urbanos
Escravos - principalmente capturados em guerras.

Incas
Localização: costa oriental da América Sul - sul da Colômbia ao Chile (Andes)
Formado entre os séculos XII e XIII
Chefe supremo denominado de Inca
Capital: Cuzco (Atualmente esta cidade faz parte do Peru. Lembrem-se, não existem países na América)

     Assim como os astecas, o império inca é formado por diversas cidades localizadas ao longo da América do Sul, que tornaram-se aliadas ou foram dominadas. A dominação criada pelos incas possui uma característica específica, pois à medida que expandiam seus domínios a partir de Cuzco, os incas levavam a sua cultural, principalmente sua língua, o quíchua, falada ainda hoje em regiões do Peru e da Bolívia.

Organização social
     Do mesmo modo que os astecas, os incas também tinham a sua hierarquia social. No topo estava a família imperial, a alta nobreza, responsável por ocupar os principais postos da administração, do sacerdócio e de defesa. Depois deles e subordinada aos nobres reais estava a nobreza que não fazia parte da nobreza real que também ocupava posições de comando. Além dos nobres, existiam os antigos chefes das comunidades locais subordinados aos incas, os curacas. As camadas médias formadas por comerciantes, artesãos, militares, dentre outros. Por fim, os camponeses e os escravizados por dívida ou por guerra.

Nobreza Real - principais cargos da administração e sacerdócio
Nobres - ocupavam cargos da administração, sacerdócio e defesa.
Chefes locais - curacas
Camponeses e trabalhadores urbanos
Escravos - pessoas endividadas ou guerreiros capturados em guerras.

Organização do trabalho (p.229)
As terras incas eram divididas entre as famílias e eram utilizadas para o próprio sustento. Além das terras familiares, os templos e o próprio governo possuíam as suas terras de onde retiravam o seu próprio sustento. 
Prestem atenção que além dessa divisão de terras, os incas criaram uma divisão do trabalho para a realização das obras públicas, como a construção de templos, palácios, canais de irrigação para  agricultura, dentre outros. Para realizar essas obras era necessário convocar o trabalho coletivo de diferentes aldeias e vilas e essa solicitação era  feita de modo que houvesse um revezamento entre elas. O nome desse rodízio entre a mão de obra é mita e o objetivo era equilibrar a convocação das diferentes regiões para não afetar a produção agrícola. 


Bons estudos!!!

domingo, 19 de outubro de 2014

A colonização da América espanhola (Caderno)

Esse é o nosso 2° conteúdo para o caderno.

Civilizações estudadas: Maias, Astecas e Incas.

Visão eurocêntrica da História: trata de um visão que tem a Europa como centro. Quer dizer que a História dos povos americanos é contada a partir do contato com o europeu. Afirmar que houve a "descoberta" da América é também uma visão eurocêntrica porque pode sugerir que a história da América teve início somente depois de contato de portugueses e espanhóis com os indígenas.

Dominação das Civilizações
Houve um evidente choque cultural e choque de doenças porque os indígenas não tinham defesas para as doenças que os europeus traziam em consequência das péssimas condições de viagem.

Dominação Asteca - 1521
As ilhas do Caribe e Cuba serviram como ponto de partida para a chegada e dominação do continente. Hernan Cortés realizou expedições pelo interior do continente buscando riquezas. Para isso, foi fundamental a ajuda dos próprios indígenas. Por isso, os espanhóis não podiam ser muitos violentos com os indígenas, pois ele dependiam deles.

Incas 
A tomada de Cuzco ocorre em 1533 pela expedição de Francisco Pizarro. Os espanhóis encontraram um ambiente favorável para dominar esta civilização porque havia uma forte disputa para saber quem seria o próximo imperador dos Incas.

Sistema colonial

Como definir a colonização? Temos uma colonização quando espanhóis (e os portugueses no Brasil) habitam na América.
Por que colonizar? A Expansão Marítima buscava especiarias e metais preciosos. Aqui na América, os espanhóis logo acharam grandes quantidades de prata. Logo, colonizar é um meio de obter melhor certos produtos. Na América espanhola foi a prata, na América portuguesa o pau-brasil. Para colonizar, portanto, foi preciso montar um sistema colonial.

Pacto Colonial
O pacto colonial é o modo como a metrópole (Espanha ou Portugal) se relacionam com as suas colônias e estabelecia que as colônias poderiam comercializar apenas com as suas metrópoles e estas, teriam que abastecer as colônias com os produtos que necessitassem. 
Havia limites para esse pacto. Muitas vezes as colônias eram responsáveis pelo próprio sustento e haviam trocas comerciais entre colônias sem a participação da metrópole.

Vice-reinos
A América foi dividida em vice-reinos para melhor administrar a colonização e esses territórios ficavam a cargo dos vice-reis, eles eram os representantes do rei na América. Cabia a ele aplicar as leis da metrópole e fiscalizar o pacto colonial.

Companhia das Índias
Órgão localizado na Espanha. Tinha a função de tomar decisões sobre a administração e justiça da colônia.

Casa de Contratação
Fiscalizava as produções na América para evitar o contrabando. Por exemplo, a Espanha criou o regime de "porto único". Uma vez ao ano todo a produção destinada para a metrópole tinha apenas um destino: o porto de Sevilla. O único autorizado a receber produtos da América espanhola.

Cabildos
São as câmaras municipais e eram ocupadas pelas elites coloniais. Muitas vezes os interesses desses grupos eram diferentes aos interesses da metrópole, por isso, também fragilizavam o pacto colonial.

Povos da América (Caderno)

Copiem este post para o caderno. Lembrem-se que vale ponto.

Povos da América

Maias: América Central e sul do México
Astecas: vale do México
Incas: América do Sul

Maias
As cidades eram separadas e independentes, porém, possuíam a mesma religião e língua.
Tinham conhecimentos da astronomia e as utilizavam para ter uma agricultura mais próspera
Não se sabe que motivos levou os maias a desaparecerem. É possível que problemas agrárias tenha provocado a crise dessa civilização.

Astecas
A civilização asteca foi formada a partir da união de cidades por alianças ou por domínio militar.
Socialmente, o império era dividido da seguinte forma.
Família Real: ocupava os principais cargos da administração e religiosos (sacerdócio) 
Nobres: não pertencia à família do imperador, mas também ocupavam a administração, a chefia militar e o sacerdócio.
Camponeses
Escravos: muitos deles eram soldados derrotados em conflitos entre as cidades astecas.

Incas
Os incas estavam localizados na cordilheira dos Andes, na costa oriental da América do Sul. O seu chefe supremo se chamava inca e capital da civilização era a cidade Cuzco. Assim como os astecas, os incas também se formaram a partir de conquistas a outros territórios.

A divisão social na civilização Inca é semelhante a dos Astecas.
Família Imperial: ocupavam os mais importantes cargos na administração, militares e do sacerdócio.
Nobreza: ocupavam cargos nesses mesmos lugares, mas eram subordinados da nobreza imperial.
camadas médias: como comerciantes e artesãos.
Camponeses
Escravos

Organização do trabalho
As terras eram divididas entre as famílias e utilizadas para subsistência. Havia também a divisão de trabalho utilizados em obras públicas, como a construção de templos ou canais de irrigação para agricultura. Essa divisão tinha o nome de mita. Para realizar tais obras eram convocado para o trabalho coletivo em diferentes aldeias para não prejudicar a produção agrícola. 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Capítulos 11 e 12

Turma,
este post trata da presença portuguesa na Ásia e na África.
Tratei especificamente do reino do Congo, da Índia e da China.

     Sobre o reino do Congo mencionei que o povo que formava esse reino se chamava bakongo e o chefe político era denominado de manicongo. À medida que os portugueses navegavam em direção ao sul do continente africano, passaram a ter contato com esses grupos africanos interessados em especiarias como o marfim, ouro e escravos. Exemplo disso é a instalação de uma feitoria em São Jorge da Mina na costa ocidental da África. O objetivo dos portugueses era ter acesso direto ao ouro que vinha tanto do reino do Congo, como o reino do Mali. 
     Em parte esse comércio era feito pelos berberes que faziam parte das caravanas que cortavam o continente africano e às vezes serviam como intermediários no comércio praticado na região, porque eles que transitavam pelos seus dromedários com os produtos.
     Um fato curioso e importante marcou esse contato entre os portugueses e o reino do Congo. Estamos falando da conversão do manicongo para o catolicismo. Devemos ver essa atitude não como uma atitude forçada pelos portugueses. Os europeus não tinham força para tanto ao longo de toda a História Moderna que compreende os séculos XV, XVI e XVIII. A partir da conversão o manicongo buscava obter o apoio dos portugueses na luta para manter o poder, porque outros grupos dentro do povo bakongo disputavam a liderança do reino. 

Ásia

A partir do momento que os portugueses conseguiram chegar as Índias em 1498 na expedição de Vasco da Gama ficou confirmada a possibilidade de atingir a região contornando a África e com isso, esta quebrado o monopólio que árabes e italianos tinham sobre o comércio de especiarias. Consequentemente, o comércio realizado pelo mar Mediterrâneo aos poucos perdeu importância para a navegação comercial pelo oceano Atlântico.
Aproveitando o seu pioneirismo, os portugueses se instalaram em algumas regiões como as cidades de Málaca, Ormuz, Diu e Goa (as duas últimas fazem parte do território indiano atualmente). O domínio de Málaca possibilitou o acesso ao Extremo Oriente, ou seja, China e Japão. Primeiro, os portugueses estabeleceram contatos comerciais com a China e, posteriormente, eles tornaram-se responsáveis pelo comércio entre a China e o Japão, o que por sua vez, deu acesso ao Japão. Padres jesuítas (da Companhia de Jesus) foram enviados para a região para iniciar o trabalho de conversão dos locais.
Em 1557, a China permite que os portugueses se estabeleçam na cidade de Cantão.


É isso.