domingo, 22 de março de 2015

Unidade 1: A Europa medieval - Capítulo 1 - A Idade Média e o feudalismo

Olá pessoal
Esse é o primeiro post do ano.
Não esqueçam, a matéria da prova é toda a Unidade 1 (cap. 1 e 2)

O nosso conteúdo começa na Idade Média, um período particular e específico da história europeia.
Quando começa a História Medieval (mesma coisa que Idade Média)? Quando o Império Romano do Ocidente chega ao fim com a deposição (retirado do poder) de Rômulo Augusto pelos hérulos, um dos diversos povos germânicos - ou bárbaros - existentes. Antes mesmo da extinção do império, os povos germânicos passaram a entrar no Império Romano de modo pacífico ou através de conflitos com os exércitos romanos. Além da pressão germânica, o império encontrava-se em crise por causa do fim da expansão territorial e a consequente falta de novos escravos como força de trabalho, pois quando o império parou de crescer não havia mais novos escravos. Com o fim do Império Romano há uma fragmentação dos domínios romanos e, em consequência disso, a descentralização política por causa da formação de diversos reinos germânicos. Vários foram os povos germânicos que formaram reinos, como os visigodos, suevos, bretões, anglo-saxões, francos, dentre outros.
(Na página 14 há um mapa da Europa que mostra os domínios dos germânicos entre os séculos V-VI)

Feudalismo

A Idade Média é o produto da união da cultura germana com a romana. Por exemplo, muitos chefes germânicos converteram-se ao cristianismo, a religião de muitos romanos. Além disso, podemos destacar o uso do latim como a principal língua utilizada nos meios oficiais e a posterior união desse idioma com as línguas germânicas. E a contribuição germânica? Chegaremos lá.
O feudalismo é uma das principais características do período que estamos estudando, embora não seja a única. As constantes invasões de búlgaros, húngaros e posteriormente, os vikings, contribuíram para o deslocamento da população para o campo, em direção dos domínios dos senhores em busca de proteção.

Relações vassálicas
As relações vassálicas é uma das principais características do feudalismo e através dela surgem personagens como o vassalo e o suserano. A relação vassálica estabelece um laço de fidelidade e dependência em troca de um feudo. Quem era vassalo? Quem era suserano? E o que é o feudo? E de onde surgiu isso?
Bem, ir para batalhas e esperar algo em troca de seu líder era algo comum entre os povos germânicos. Logo, são eles que trouxeram essa característica na Idade Média. O feudo poderia ser um lote de terras, um título ou o direito de cobrar taxas. Quem doava o feudo era um suserano e quem recebia era o vassalo. Não se esqueçam, ambos são nobres. Nesse pacto, ficava estabelecida uma ajuda mútua entre os dois de defesa e proteção, mas cabia ao vassalo o juramento de lealdade e auxílio militar.

A sociedade feudal

A sociedade feudal era dividia em ordens. Haviam os que rezavam (o clero), os que guerreavam (os senhores) e os que trabalhavam (os servos). A posição de cada um nessa sociedade dependia do nascimento e era hereditária, isso quer dizer que, um nobre era um guerreiro porque o seu pai também foi um guerreiro.
E por que havia essa divisão? Por ser uma sociedade extremamente religiosa as pessoas acreditavam que essa divisão social foi criada por Deus e que a função de cada um era essencial para a sobrevivência daquela sociedade.
Devemos lembrar, em especial, dos servos.
Se por um lado havia uma relação de vassalos e suseranos entre os senhores, por outro, haverá uma ligação de servidão entre senhores e camponeses.
Cabia aos camponeses produzir as colheitas que sustentariam toda a sociedade medieval. Além disso, eles tinham que pagar uma série de obrigações feudais, como a corveia, trabalho obrigatório por 3 dias na terra do senhor. A talha estabelecia a entrega de parte do que era produzido pelo próprio camponês em suas terras e as banalidades que definiam o pagamento em produtos pelo uso das instalações e ferramentas do senhores.

Economia feudal
A economia feudal era baseada, principalmente, na agricultura. Os feudos tentavam produzir tudo o que necessitassem, por isso, a produção tendia ser autossuficiente (subsistência) e fechada. O comércio não era muito comum, assim como o uso de moedas para a troca de produtos. A produção das colheitas nem sempre era adequada por causa das limitações técnicas e das ferramentas pouco eficientes.



Fizemos exercícios quando estudamos isso e na última aula. É uma boa alternativa revê-los e talvez refazê-los.

Nenhum comentário:

Postar um comentário