quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Capítulo 10 - Expansão Marítima

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Expansão Marítima 

Portugal

Pioneirismo português para a expansão marítima.
Comecei a última aula explicando exatamente isso.
a) Lembrem, mencionei que a centralização política em torno do rei ou, em outras palavras, a formação do Reino (Estado) de Portugal em torno do rei foi fator importante. Em teoria, todo o território entrou sobre o domínio de um mesmo senhor e, mais do que isso, era preciso de um Estado (reino) e um rei para organizar as diversas expedições que eram extremamente complexas e caras.
b) A existência de uma burguesia que enriqueceu em função do comércio entre o mar Mediterrâneo e o mar do Norte e que estava acostumada a abastecer os navios que paravam em Lisboa.
c) Como consequência do fato de Lisboa ser um ponto de parada nessa rota comercial, a cidade recebia muitos navios e marinheiros, o que possibilitava a troca de informações entre os navegantes e os portugueses. Não se esqueçam que a atividade pesqueira era muito comum antes mesmo da unificação portuguesa.
d) favorável posição geográfica de Lisboa – voltada é para o Atlântico. Vejam em algum mapa ou entrem no Google Maps e aproximem para ter uma boa visualização da localização da cidade.

TODOS esses fatores explicam as condições necessárias para tornar possível a Expansão Marítima.

E por que fazer a expansão?
Podemos simplificar ao máximo e afirmar que os portugueses buscavam encontrar um caminho alternativo para o comércio com as Índias e, com isso, quebrar o monopólio (a exclusividade) que os árabes e os italianos estabeleceram no comércio de especiarias do Oriente.
Porém não podemos esquecer que havia também a motivação religiosa de expandir a fé católica e a busca por metais preciosos (ouro e prata).
Devemos lembrar também que a Europa saía de uma enorme crise que abalou todo o século XIV. Lembram das guerras e da peste que estudamos? Todos aqueles acontecimento influenciarão de algum modo a Expansão Marítima. Por exemplo, a conquista de Ceuta ocorre em 1415 é a Inglaterra é a França ainda se enfrentavam na Guerra dos Cem Anos, que só terminaria em 1453. É um momento de problemas agrários justamente por causa da guerra com destruição de Campos ou a morte de pessoas responsáveis por cuidar desses campos. A Europa também estava em busca de ouro e prata, itens que começavam a tornar mais escassos no continente. Esses fatores também influenciam na expansão marítima e incentivam os homens a lançaram-se ao mar. A expansão marítima não foi um fenômeno exclusivo de Portugal, ela aconteceu também na Espanha, Inglaterra e França.

Em aula tentei chamar a atenção de vocês para o fato de que essa expansão foi gradual. O que isso quer dizer? Muitos anos foram necessários para descobrir que realmente era possível um caminho alternativo para as Índias através da navegação e contornando a África.

a) Conquista de Ceuta (1415)
A conquista dessa cidade marroquina tinha como objetivo:
               1) controlar o comércio realizado na cidade pelos muçulmanos
               2) obter maior controle sobre o mediterrâneo
               3) levar o catolicismo para a região

b) Viagens ao longo da África
Essas viagens aconteceram entre 1450 e 1480. Elas foram muito importante para aumentar os conhecimentos sobre a navegação no Atlântico, no sentido de saber mais sobre os regimes de ventos e correntes marítimas. (Lembrem-se estamos estudando uma época que não existe motor, GPS ou rádio.)
Ao longo desse tempo foram aperfeiçoados instrumentos de navegação como a bússola  e o astrolábio. O primeiro instrumento aponta o Norte e o segundo serve para calcular a altura dos astros no céu. À medida que as embarcações são direcionadas para determinado lugar as estrelas mudavam de posição, ficando mais altas ou mais baixas, e através desse posicionamento os navegadores sabiam se estavam na direção que eles desejavam ou não.

Não esqueçam dos mapas ou cartografia (=arte de fazer mapas). À medida que os navegadores se direcionavam para o sul o mapa do litoral africano foi desenhado gradativamente.

Ao longo da África foram estabelecidas feitorias. A partir do contato com os reinos africanos, os portugueses conseguiam ouro, escravos e algumas especiarias.

É muito comum citar nessa período algo que entrou para História como a Escola de Sagres. Na verdade, nunca foi uma escola de fato. Trata-se de uma reunião de vários viajantes e cartógrafos que trocavam informações sobre navegação.

CURIOSIDADE: Era muito comum que monstros marinhos estivessem desenhados (ou representados) nesses mapas. O oceano Atlântico tinha um sinônimo naquela época: mar tenebroso. Algumas pessoas acreditavam na existência desses monstros, como o Kraken, visto nos filmes do "Piratas do Caribe". Por outro lado, o objetivo desses desenhos era, de fato, aterrorizar as pessoas e desencorajá-las. Afinal, existiam outros países, como a Espanha, buscando o caminho alternativo para as Índias.
A lenda do Kraken é muito antiga. Ela está presente nos registros históricos desde os tempos dos Vikings. (Aliás, grandes navegadores. Dizem que eles navegaram até o território do atual Canadá muito antes de todos os países europeus). O Kraken pode ter sido confundido com a lula-colossal, que pode ser tanto grande quanto algumas espécies de baleias! Há também a lula-gigante.

Resumo: As viagens ao longo do litoral ocidental da África foram importantes para obterem maiores conhecimentos sobre a navegação. Quais? Correntes marítimas, regime de ventos, melhorias dos instrumentos de navegação e desenvolvimento dos mapas.

c) Viagem de Bartolomeu Dias (1488)
Bartolomeu Dias foi o primeiro a conseguir contornar o extremo sul do continente africano (onde hoje está localizado o país África do Sul). Até então a região era conhecida como cabo das Tormentas. A partir do feito do mencionado navegador aquela localidade foi renomeada para Cabo da Boa Esperança.

d) Chegada às Índias (1498)
Os portugueses conseguiram atingir o seu objetivo somente no final do século XV. Com o êxito desse objetivo, o comércio realizado pelo mar Mediterrâneo foi, aos poucos,  deslocado para o oceano Atlântico.

Alguns historiadores afirmam que chegar às Índia só foi possível com a ajuda dos próprios muçulmanos instalados ao longo da costa oriental da África. Aqueles que nós estudamos no capítulo 9.

Espanha

Assim como Portugal, a Espanha TAMBÉM BUSCAVA UM CAMINHO ALTERNATIVO PARA AS INDIAS. Porém, os espanhóis acreditavam ser possível descobrir esse outro caminho navegando para o Ocidente e sem contornar a África, como os portugueses fizeram.
Qual o resultado disso? 
1) A "descoberta" da América.
2) Circunavegação da Terra

Uma das consequências da descoberta de um novo continente foi o Tratado de Tordesilhas (1494) que estabelecia a divisão das terras descobertas e por descobrir entre Portugal e Espanha.

Além disso, a Espanha não demorou muito para descobrir grandes quantidades de prata na América, isto fez com que os espanhóis voltassem mais as suas atenções para a colonização da América com o objetivo de garantir e obter a prata da América.

Viagens Atlânticas
Como eram essas viagens? Pode-se dizer que eram longas, perigosas e caras.
O perigo do naufrágio era constante, nem todas embarcações resistiam aos longos períodos no mar ou às tempestades. Além disso, o fato de navegarem em águas desconhecidas facilitava a ocorrência de acidentes.
Não esqueçam que o cotidiano nessas embarcações eram muito difícil. Alguns alimentos estragavam em mar aberto e as condições de higiene não eram boas. Como expliquei para vocês, uma das doenças mais comuns era o escorbuto, causada pela deficiência de vitamina C.

domingo, 24 de agosto de 2014

Capítulo 9: "A expansão do Islá na África, na Ásia e na Europa"

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A expansão do Islã na África, na Ásia e na Europa.

Ainda no primeiro bimestre (capítulo 3) estudamos a formação do Islã. Agora veremos como a religião islâmica, se espalhou por diferentes territórios. Antes, deveríamos nos perguntar qual o motivo de estudarmos o islamismo, já que vivemos em um país onde a presença desta religião é muito pequena. 
O mundo árabe e o a religião islâmica passou a receber muita atenção a partir dos atentados terroristas contra os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. A partir deste momento, o principal país do mundo se lançou no que se chama hoje "Guerra contra o Terror" e, como exemplo dessa iniciativa militar dos Estados Unidos, podemos citar a ocupação do Afeganistão e do Iraque.
Porém, essa "guerra" não é travada somente através do meio militar. Por exemplo, no ano passado o mundo descobriu um sofisticado mecanismo de espionagem montado pela CIA (a agência secreta dos EUA) com alcance global, ou seja, capaz de espionar os cidadãos americanos e os chefes de Estado de diversos países como a Alemanha e o Brasil.  Além de tratar de assuntos políticos e econômicos, o que explica todo esse esquema de espionagem é justamente essa Guerra contra o Terror, o objetivo é descobrir se americanos ou estrangeiros podem  estar envolvidos em planos para realizar outros atentados nos Estados Unidos.

Bom, vamos agora ao conteúdo. Estudaremos um longo período histórico, entre os séculos VII e XV, ou seja, entre os anos 800 e 1500.

Para explicar a expansão islâmica devemos antes falar sobre um fenômeno climático que foi essencial para  a expansão árabe e, consequentemente, do islamismo. Esse fenômeno se chama monções. 
As monções formam um regime de ventos que, em determinada época do ano faz com que os ventos soprem em direção ao Oceano (abril-setembro) e em outra época em direção ao continente (dezembro-fevereiro).
Boa parte da expansão islâmica foi feita através da navegação. Por isso, os árabes usavam as monções para navegar em direção ao Sudeste Asiático e à costa oriental da África.

A Expansão na África

A expansão na África oriental não foi pacífica, alguns reinos cristãos de longa data (como a Núbia e a Etiópia) localizados no nordeste do continente, foram contra a entrada dessa nova religião. Ambos entraram em conflito com os muçulmanos, para defender o catolicismo e temiam pela escravização que seria realizada em caso de derrota. Os núbios resistiram, mas com o tempo adotaram o Islã. Por outro lado, os etíopes tiveram mais sucesso e até hoje, o país é predominantemente cristão.

Como ocorria essa expansão?
Quando chegaram na costa oriental da África, os árabes se estabeleciam, principalmente, em feitorias, ou seja, em estabelecimentos comerciais e fortificados ao longo da costa. Nesses locais os muçulmanos mantinham as suas crenças e costumes e a partir das feitorias eles tinham contato com os locais e esse relacionamento com os locais tinha por objetivo, não apenas comércio, mas também a conversão para o islamismo.

Foi a partir desses contatos comerciais que surgiu a cultura suaíle. Uma mistura entre um grupo africano presente no nordeste e ao longo da costa oriental do continente africano, os bantos,  e muçulmanos vindos da península Arábica. Os muçulmanos tinham interesse na conversão desses nativos e no comércio realizados nas caravanas comerciais que cortavam o continente até o  lado ocidental, no qual os bantos estavam envolvidos. (Caravanas são extensas rotas comerciais que cortam o continente africano)

Observação: Os muçulmanos ocuparam apenas a costa africana. Ou seja, eles não entraram no continente por desconhecerem o interior e por causa das doenças que ameaçavam até mesmo no litoral.

A Expansão na Ásia

Índia
Em 1947, houve a separação entre a Índia e o Paquistão. A divisão do território foi feita por motivos religiosos, o objetivo era separar o Paquistão, localizado ao norte, de maioria muçulmana, da Índia, de maioria hinduísta
A religião islâmica não conseguiu avançar por toda a Índia por um impedimento geográfico, porque o planalto do Decã funcionou como um obstáculo natural. 

Curiosidade: Até hoje os dois países vivem tensões, mesmo com a separação. Além disso, para tornar a situação mais complicada, Índia e Paquistão possem bombas atômicas.

 A Ascensão das Dinastias Turcas

A dinastia otomana
Os otomanos, de origem turca, formaram o Império Otomano a partir da tomada do enfraquecido Império Bizantino (ou Império Romano do Oriente). A capital desse império era Constantinopla (hoje Istambul, capital da Turquia).   
Além de conquistarem a Mesopotâmia, a Arábia e o norte da Africa os turco-otomanos queriam dominar também a Europa, chegaram a subjugar algumas cidades do Leste Europeu, mas o seu avanço foi contido na Áustria, na cidade de Viena.

Obs: Na conquista da Arábia, os turco-otomanos dominaram as cidades de Meca e Medina. localidades onde surgiu o Islamismo. A partir dessa conquista os sultões (chefes políticos) tomaram para si o título de defensores da religião islâmica. 

A vida no Império
Havia alguma tolerância religiosa e os impostos cobrados pelos turco-otomanos eram menores do que aqueles que eram cobrados pelos cristãos. Havia ainda a possibilidade de cristãos convertidos ocuparem cargos no governo. 
Porém, o ponto fraco do Império era a sua dependência do exército, não havia uma administração que fizesse com que o seu poder chegasse em todas as regiões sob seu domínio, dependendo dos exércitos para mantê-las

Curiosidade: O Império Turco-Otomano deixou de existir apenas em 1918, com o fim da Primeira Guerra Mundial. 

domingo, 17 de agosto de 2014

Capítulo 10 - Expansão Marítima (caderno)

Galera,
aqui estão os slides adaptados para o caderno de vocês.
É mais uma parte que compõem os 2,0 pts do Trabalho bimestral

Expansão Marítima (séculos XV e XVI)


Portugal foi o primeiro reino a realizar a expansão. Porque:
- foi o primeiro reino a se formar na Europa = apenas um reino organizado conseguiu patrocinar as viagens
- a capital Lisboa fazia parte de um comércio marítimo: isso provocou o enriquecimento daquela burguesia e facilitou o acúmulo de informações sobre navegação. 

E por que fazer a Expansão Marítima?
a) O objetivo era descobrir um caminho alternativo até às Índias, região de onde vinham as especiarias, contornando a África. Até então, o comércio das especiarias eram de controle exclusivo dos árabes e italianos.
b) expandir a religião católica para o Oriente.
c) acumular ouro e prata.

Expansão Gradual
A expansão ocorreu aos poucos e passaram décadas até os portugueses conseguirem atingir as Índias.

1415: tomada de Ceuta (Marrocos)
Primeiro local que os portugueses chegaram na expansão marítima. Eles estavam movidos por interesses comerciais na cidade, religiosos para conversão e estratégicos, pois poderiam ter maior controle sobre o Mediterrâneo.

Viagens ao longo da África (1450/1460/1470)
Os portugueses tinham dois objetivos nessas viagens
1) reconhecer o litoral e comercializar com os locais. Nessas regiões eles obtinham ouro, escravos e algumas especiarias
2) Obter mais informações sobre navegação.

1488: viagem de Bartolomeu Dias - contorna o sul do continente africano

1498: chegada às Índias

1500-1501: 2a viagem para as Índias (Pedro Álvares Cabral)

Espanha
A Espanha foi o segundo reino a realizar a expansão marítima.
O reino entrou depois nesse contexto porque a Espanha ainda lutava contra os muçulmanos para expulsá-los do território espanhol.
Objetivo: chegar às Índias navegando em direção ao Ocidente. 
A consequência dessa escolha foi:
- a descoberta da América (1492)
- Tratado de Tordesilhas (1494): estabelecia a divisão das terras descobertas e por descobrir entre Portugal e Espanha.

As viagens
Os perigos das viagens eram grandes e sempre presentes. Sempre havia o risco de naufrágio e de ataques de piratas. As condições de higiene também não eram boas, o que facilitava o surgimento de doenças e a alimentação ruim reforçavam as precárias condições de saúde.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Capítulo 9 - Expansão do Islã (caderno)

Turma,
aqui estão os slides para o caderno para o caderno para o caderno para o caderno para o caderno.
Lembrem que eles devem ser copiados no caderno. 
Vale ponto!!! Caderno completo vale 2,0 pontos no trabalho bimestral!! 2,0 pontos

A expansão do Islã na África, na Ásia e na Europa
séculos VII-XV

Na África Oriental
Expansão sobre os reinos da Núbia e da Etiópia
- resistência de ambos em defesa do catolicismo e temor da escravização
- os núbios adotaram o islamismo e os etíopes mantiveram o catolicismo. Até hoje são maioria católica

Como os árabes chegaram na África?
Através das monções
É um fenômeno climático que ocorre na África Oriental e no Sudeste Asiático e trata-se de um regime de ventos que entre abril e setembro sopram em direção ao oceano e entre dezembro e fevereiro eles sopram em direção ao continente. Os muçulmanos aproveitavam esses ventos para ir e voltar das regiões que tiveram contato.

Cultura suaíle
A cultura e língua suaíle surgiu a partir da união dos bantos e dos islâmicos. Os bantos era um grupo que habitava parte da África Oriental e eles estavam ligados ao comércio das caravanas que cortavam o continente, as trocas envolviam ouro, escravos, marfim, ferro, peles, dentre outros produtos.

Quando os muçulmanos se estabeleceram na costa, foram criadas feitorias, uma espécie  de estabelecimentos comerciais fortificados (quer dizer, com defesas em caso de ataque dos nativos). Também era nessas feitorias que os muçulmanos mantinham as suas crenças e costumes.

Importante: Os muçulmanos permaneceram apenas no litoral. A entrada no continente dependia do acompanhamento dos nativos e, além disso, os árabes não tinham defesas contra as doenças africanas.  


Índia (Ásia)
Divisão dos país por motivos religiosos
Índia: maioria hinduísta
Paquistão: maioria islâmica

Por que a religião islâmica não converteu toda a Índia?
Por causa de uma barreira geográfica natural: o planalto do Decã.


Dinastia otomana
Império Otomano: formado a partir do domínio da cidade de Constantinopla

Império Turco-otomano (século XVI)
Domínio da Mesopotâmia e Arábia
Dominaram Meca e Medina
Tentativa de domínio do leste europeu. Foram interrompidos em Viena, na Áustria. 

Observação: Ao dominarem as cidades de Meca e Medina os turco-otomanos tomaram para si a responsabilidade de defensores da religião islâmica.

A vida no Império
- existia certa tolerância religiosa
- os impostos eram menores em relação ao mundo cristão
- os governantes (os sultões) aceitavam cristãos expulsos da Europa nos seus governos.

Fraqueza do império: dependia do exército para manter as regiões dominadas porque a administração do império não alcançava todas as regiões dominadas.