terça-feira, 21 de abril de 2015

Unidade 2 - Capítulo 2 - Impérios do Oriente

Turma,
com esse post fechamos a av2.
Conteúdo: Unidade 2 (cap. 1 - Islã e cap. 2 - Impérios do Oriente)

Na semana passada conversamos sobre vários impérios e alguns deles tiveram alguma relação com o Islã. Nesse texto não escreverei apenas aqueles que estarão na avaliação. 
Vamos lá!

O primeiro deles foram os seljúcidas. 
Os seljúcidas são turcos e quando se converteram aos islamismo colocaram em prática um processo de expansão de seus territórios e, entre os séculos XI e XII, conquistaram regiões que abrangem a Síria, Irã, Iraque e todo o território que deu origem à Turquia. No século XIII houve a fundação de uma nova dinastia denominada de otomana, para governar a região. A partir daí os domínios foram renomeados para Império Otomano. (Cuidado, os seljúcidas precederam os otomanos)

Com a conquista de Constantinopla (hoje Istanbul, na Turquia) em 1453 a antiga capital, Edirne, foi transferida para a cidade recém controlada. A extensão dos territórios sob domínio do Império Otomano é gigantesca e compreendeu o norte da África, para do Oriente Médio (como a Palestina), praticamente toda a Mesopotâmia, todo o território turco e parte do Lesta da Europa (como Grécia, Bulgária, Romênia, dentre outros). O Império Otomano teve uma existência longuíssima, pois existiu por mais de sete séculos e chegou ao fim somente em 1923.
Vejam os domínios do império na página 51

Os seljúcidas e os otomanos estavam localizados entre a Europa e Ásia e, principalmente, no Oriente Médio. Porém, outros impérios que vimos foram muito mais voltados para a Ásia, como o de Genghis Khan e a dinastia Yuan, na China. 
Genghis Khan iniciou suas conquistas em 1206 e ocuparam algumas regiões da Europa, mas sobretudo a Ásia, e mesmo após a sua morte, em 1227, os domínios foram ampliados e formaram o Império Mongol. Esse império estimulou os contatos comerciais com diferentes regiões, como a Pérsia, a Arábia, com os italianos, dentre outros. Porém, o contexto na China, - grande produtora de arroz e trigo - não era muito favorável e, naquele momento, estava marcado por empobrecimento da população e de altos impostos, o que provocava fugas. Nesse contexto, houve a rebelião de chineses e expulsaram os mongóis de cidades como Beijing (Pequim), fato que deu início à dinastia Ming


Torço por uma boa prova, alunos. Já adiantei como a avaliação vira, então, leiam várias vezes tudo que vocês puderem, livro, blog ou ambos. 

Unidade 2 - O mundo muçulmano e os impérios do Oriente - Capítulo 1 - O Islã

Olá turma
esse é o primeiro post da av2.

No início da aula mostrei a região que iríamos estudar. O começo dessa história é datado no século VII e se passa na Península Ibérica, onde hoje estão países como Arábia Saudita, Omã e Iêmen. Naqueles tempos a região era habitada por um grupo de nômades denominados de beduínos. As cidades existentes, como Iatreb, Taif e Medina, eram governadas por comerciantes envolvidos no comércio de grande distância feito pelas caravanas que ligavam a Síria, Constantinopla, Índia e parte da África.

Já naquela época a cidade de Meca era um importante centro religioso e uma cidade próspera. A Caaba já existia e era reverenciada por toda a população árabe (Ver página 39). Foi em Meca que nasceu o profeta Maomé, filho de mercadores que, a partir de 613 (século VII) começou a pregar a fé islâmica inspiradas pelo anjo Gabriel. Dizia-se o enviado de Alá, o criador do Universo, condenava o politeísmo e defendia a salvação eterna para aqueles que se convertessem à nova religião.

Os conflitos não demoraram a aparecer entre Maomé e seus seguidores e os mercadores e autoridades de Meca. Em razão da perseguição sofrida, Maomé seguiu de Meca para Iatreb, cidade que seria renomeada para Medina, "a cidade do profeta". Esse acontecimento é fundamental para a história da religião islâmica. Conhecida como Hégira, "partida" ou "saída" de Meca para Medina marca o início do calendário muçulmano e a fundação da religião islâmica, em 622 no calendário cristão. Maomé voltaria a Meca somente em 630, conquistaria a cidade e a tornaria o centro religioso do Islã.

Lembrem-se que o Islã é uma religião monoteísta e os seus ensinamentos foram transmitidos de forma oral e, posteriormente, organizados em um livro, conhecido como Corão ou Alcorão.

Quando Maomé morreu, em 632, houve uma divisão entre os islâmicos em função da escolha do sucessor de Maomé, fato que deu origem as vertentes sunitas e xiitas.

Assim como qualquer grande religião, como a católica e, como séculos depois a protestante (evangélica), ocorreu a expansão da religião islâmica e a jihad. foi utilizada como justificativa para a expansão no século VII. Devemos lembra que a jihad possuí duplo sentido, por uma lado, pode significar a "guerra santa" contra os infiéis, por outro, defende a luta espiritual para tornar-se uma pessoal melhor. (Como mencionei, vocês verão na prova uma definição de jihad extremamente preconceituosa. Voltarei nesse assunto outras vezes em sala.)
Em pouco tempo a religião estava presente em todo o Oriente Médio, em regiões conhecidas hoje como Israel, Iraque, Síria, Líbano e em parte da África, como Egito e Líbia. No século VIII, em 711, os muçulmanos atingiram a Europa, dominando a Península Ibérica. (Hoje corresponde aos países de Portugal e Espanha). Houve a tentativa de avançar sobre a Gália (França), mas foram derrotadas na Batalha de Poitiers, em 732.

Ao estabelecer o domínio islâmico em diversas regiões havia certa tolerância a partir da permissão dada para manter a língua e costumes desde que reconhecessem a dominação através do pagamento de impostos. As perseguições religiosas dentro dos domínios islâmicos contra cristãos e judeus foram raras e não havia obrigação desses grupos religiosos se converterem. Porém, ambos pagavam impostos diferenciados, não poderiam administrar os domínios do império islâmico e seus locais de culto deveriam ser discretos.

Um ponto importante que voltaremos a conversar sobre ele é a presença islâmica na Península Ibérica (lembre-se: Portugal e Espanha). O domínio muçulmano data de 711 a 1492 e, como não poderia ser diferente, tanto tempo de presença árabe muçulmana deixaria marcas na cultura daquela região.

E como era a economia e o comércio no mundo islâmico?
A sua localização geográfica favoreceu trocas entre diversas regiões. Revejam o mapa da página 44 e percebam a extensão do mundo islâmico e suas rotas comerciais terrestres e marítimas. Notem que elas passam por parte da Península Ibérica, norte da África, o Oriente Médio e parte da Ásia, atingindo regiões da Índia e da China. Não deixem de perceber quais o ponto de partida de cada produto. Precisaremos disso daqui algumas aulas.
Algumas mercadorias chamam muita atenção e ganharam destaque nas trocas comerciais, como as especiarias, porcelanas e seda, vindas da Índia e da China, Havia também os metais preciosos, madeira, sal e escravos, provenientes de parta da África e da Ásia. Por fim, o artesanato árabe com tecidos, tapetes e cerâmicas.
Os muçulmanos também utilizavam o trabalho escravo, principalmente, no ambiente doméstico. O escravo podia ter economias e se casar com pessoas livres e, caso se convertesse ao islamismo poderia ganhar sua liberdade.

Pararei por aqui, ok? O próximo post será sobre os Impérios do Oriente (cap. 2)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Trabalho

Turma,
não esqueçam as notícias de jornais ou revistas.

1° passo - Pesquisem uma reportagem que aborde o Islamismo e outra que trate do Oriente Médio. Portanto, são duas matérias diferentes.
2° passo - Imprima as matérias escolhidas e escreva na própria folha qual é o assunto das reportagens.
3° passo - Tente identificar e sublinhar as palavras que são utilizadas para descrever ou classificar o Islamismo ou o Oriente Médio. Por exemplo, palavras como: conservadores, radicais, insegurança, diversidade, xiitas, sunitas, dentre outras.
4° passo - Escreva o nome de 4 países que façam parte do Oriente Médio.

Pode ser feito em dupla.
Sugestões de locais de pesquisa: O Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Istoé, Época dentre outras. Os sites desses jornais e revistas também podem ser consultados. 

A nossa aula de sexta-feira, dia 10, começará pelas reportagens, por isso, é fundamental que vocês levem as reportagens. O objetivo é perceber como o Islamismo e o Oriente Médio são tratados na imprensa e como o estudaremos em sala de aula.

Vale ponto!